Por muito que se queira o momento que estamos a viver é de viragem profunda. As crises económicas servem para reajustar os mercados e transformar as economias.
Se o EURO trouxe alguns benefícios, principalmente ao nível do comércio internacional, também este facto trouxe alguns malefícios. Nomeadamente, os países europeus perderam a flexibilidade de poder emitir moeda ou jogar com as taxas de câmbio de acordo com a sua vontade.
Assim sendo, chegámos a uma conclusão, é necessário reformular as estruturas europeias, por forma a podermos voltar a contar com estes mecanismos de controlo, que favoreçam de igual forma todos os países da zona Euro.
O futuro da nova Europa, quer se queira quer não, vai passar por constituir um país único, em que estejam integrados todos os países integrantes do Euro.
Embora pareça uma ideia muito futurista, até porque não sabemos qual será a reacção dos Franceses e Ingleses, o que é certo é que, para podermos fazer face a crises financeiras cada vez mais actuais, apenas as poderemos enfrentar se estivermos todos juntos e centrados, perdemos nacionalismo, mas nesta fase nota-se que poderia ser benéfico para todos os países europeus criar-se uma uniformização de políticas fiscais, de saúde, educação, segurança, etc, por forma a conseguirmos atingir melhores resultados globais na zona Euro. Estes são os passos que teremos de dar e penso que será desnecessário, estarmos a fazer reuniões e cimeiras, em que no final nada se conclui, quando, inevitavelmente, o que temos que fazer é avançar para o próximo passo.
Por muito que esta ideia não agrade à população Europeia, ao fazermos uma breve análise sobre o nosso passado recente, concluímos que, cada vez menos os governos têm autonomia (no caso português verificamos que pouca diferença houve entre a politica do Governo PS, da política do Governo PSD/CDS). Os Europeus, e em particular, os Portugueses querem mais medidas de fundo, que façam a Europa renascer economicamente, onde se prospera e se procura uma vida melhor, sem necessidade de se mudar de país.
Já agora, lanço a ideia, em vez de se aumentarem impostos como o IRS ou o IRC, porque não aumentar as taxas aduaneiras de produtos oriundos de fora da União Europeia, por forma a fomentar e desenvolver o comércio Europeu e evitar a concorrência desleal, de países que não têm uma cultura de politicas sociais solidárias e humanas, idênticas aos ideais e costumes europeus (não nos podemos esquecer que um produto fabricado na China, é produzido por um ser humano igual ao leitor deste jornal, mas sobre o qual não foram efectuados descontos no ordenado, para a segurança social nem para o estado, sendo que o seu nível salarial possivelmente será um quarto do Europeu, não existindo possibilidade de nenhuma empresa europeia conseguir combater esta concorrência)
